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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: [FILMES] CRÍTICA #81 - MASCHESTER BY THE SEA
Author: Leandro Cardoso da Cruz
Rating 5 of 5 Des:
Em mais um dos grandes filmes do Oscar 2017, temos uma obra sobre o silêncio, a perda, sobre o não-dito. Com um clima pesado ao extremo...

Em mais um dos grandes filmes do Oscar 2017, temos uma obra sobre o silêncio, a perda, sobre o não-dito. Com um clima pesado ao extremo, Manchester à Beira-Mar (Manchester By The Sea) se coloca como uma boa aposta à desafiar o favoritismo de La La Land.


O filme é protagonizado por Casey Affleck (sim, o irmão do Batman), que entrega uma atuação impecável. Ele mal fala no filme, passando toda sua dor através do semblante fechado e do peso nos ombros. Suas poucas falas são para demonstrar a raiva interna que ele possui, causada por problemas em seu passado.


Kenneth Lonergan é o diretor, que depois de um hiato de 5 anos, volta à lançar um filme. A trama se parece muito com o peso de Gangues de Nova York, mas com muito mais silêncio. Seguimos entre flashbacks e momentos no presente, misturados mas não confusos. E isso cria uma sequência especial ao filme.


A história gira em torno da morte de Joe Chandler (Kyle Chandler) irmão de Lee (Affleck) e as decisões que esse fato obriga ao protagonista tomar. Ele é obrigado à deixar um emprego ruim em Boston para resolver os detalhes, entre eles a guarda do seu sobrinho, Patrick.


E é a "chegada" do jovem que equilibra o filme. O contraste entre a impulsividade do adolescente, jogador de Hóquei e Basquete, guitarrista de uma banda, com duas namoradas, e o tio introspectivo, sofrido, é a tônica do filme a partir do momento em que se encontram.


O filme não se preocupa em jogar as informações para o espectador. Você vai aos poucos criando teorias e confirmando ou errando as mesmas conforme os flashbacks mostram mais sobre o conturbado passado de Lee. A partir do momento que compreendemos a magnitude da perda dele, passamos à dar um valor ainda maior ao trabalho de Casey Affleck e o porque ele é um dos favoritos ao Oscar de Melhor Ator.


Desde a relação dos personagens com o barco de Joe, à conturbada relação de Patrick com sua mãe, passando pelas explosões de Lee e chegando enfim à sua relação com a ex-mulher Randi, temos um filme complexo, mas não difícil. Pesado, mas que te prende do começo ao fim. Mais uma boa adição à corrida do Oscar desse ano.

TRAILER DO FILME


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