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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: [FILMES] CRÍTICA #87 - POWER RANGERS
Author: Leandro Cardoso da Cruz
Rating 5 of 5 Des:
Com um filme divertido, que une bem a nostalgia com as apresentações, Power Rangers  inicia o que pode ser uma grande franquia, que irá ...

Com um filme divertido, que une bem a nostalgia com as apresentações, Power Rangers inicia o que pode ser uma grande franquia, que irá agradar os fãs antigos e angariar novatos!


Em primeiro lugar é preciso entender e refletir algumas decisões do filme. A falta de cenas de ação é um problema gritante mas que faz sentido, mesmo que não agrade. Era necessário apresentar esse grupo à uma nova geração. Os mais velhos, que cresceram vendo Jason, Kimberly e companhia já sabiam o que esperar, mas os novos fãs não. Era preciso, mas talvez a mão tenha pesado muito nesse ponto.


O background dos personagens é interessante. O Jason é o Ranger Vermelho, logo teria de ser o líder, porém ele não se sente pronto para isso. Seu futuro como jogador de futebol americano foi arruinado por um erro dele e isso é um peso. Kimberly se vê como uma pessoa terrível e não merecedora de ser uma heroína. Trini tem todo um peso ao viver em uma família tradicional com seu medo de não ser aceita por sua orientação sexual. Billy é o mais bem resolvido, uma vez que o autismo não se configura em um problema e sim em uma virtude para a amizade dos personagens. O mais mal resolvido é o Zack que, apesar de uma situação pesada com a mãe, não transmite isso nas cenas.



A Rita é um dos pontos altos do filme. Apesar de não ser explicado o porque da sua traição contra os Rangers à 65 milhões de anos, o que configura uma ponta para o futuro, temos uma atuação simples de uma grande vilã. Ela causa medo diversas vezes, fugindo do esteriótipo caricato da série de TV, mas ao mesmo tempo equilibra com tons leves, como na cena da loja com a rosquinha.



O Zordon de Bryan Cranston me incomodou muito durante o filme. Eu esperava aquele Zordon mentor, que cuida e ensina os Rangers, mas o que vimos é um personagem que falhou no passado e que não tem esperança na nova equipe, visando apenas seu retorno através deles. Seu sacrifício começa a apontar uma mudança, que deve ser melhor abordada. Além disso deve-se levar em conta que ele ficou 65 milhões de anos adormecido, nunca tendo sido um mentor, o que pode explicar sua atitude.


Enquanto isso, o Alpha 5 é um grande achado! Apesar do choque inicial com o visual, o mesmo funciona bem em tela. Além disso seu humor deixou de ser infantil como na série e é muito mais adulto. É um dos símbolos das referências nostálgicas do filme, com seus "Ai, Ai, Ai" e "Go, Go, Power Rangers!".


A trama do filme acaba sendo bem simples apesar de tudo, justamente para facilitar sua aceitação. A busca de Rita pelos cristais Zeo e utilização do Goldar para isso foi bem aceitável (além é claro da célebre frase: "faça meu monstro crescer!"). É deixado em aberto que outros vilões podem se interessar pelos cristais, abrindo espaço para outros filmes.


Apesar de poucas, as cenas de ação agradam, deixando um gosto do que pode vir. Esperamos que no futuro tenhamos zords mais bonitos (aquele Mastodonte estava terrível), vilões ainda mais poderosos e muito mais cenas de ação. E Tommy Oliver! O senhor trate de chegar cedo na detenção na próxima vez, ouviu?!

Nota: 9,0/10

Nome original: Saban's Power Rangers
Ano: 2017
Direção: Dean Israelite
Roteiro: Ashley Miller, Zack Stentz, John Gatins, Max Landis, Burk Sharpless e Matt Sazama
Elenco: Naomi Scott, RJ Cyler, Dacre Montgomery, Ludi Lin, Becky Gomez, Elizabeth Banks, Bryan Cranston, Bill Hader.
Duração: 124 minutos

TRAILER DO FILME

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