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Ticianni Zabulon Ticianni Zabulon Author
Title: [REVIEW] THE 100 - S04E04: A LIE GUARDED
Author: Ticianni Zabulon
Rating 5 of 5 Des:
The 100 nunca foi tão politica. É duro admitir que chegamos em um ponto da historia em que Jaha é digno de ser ouvido e seguido novament...

The 100 nunca foi tão politica. É duro admitir que chegamos em um ponto da historia em que Jaha é digno de ser ouvido e seguido novamente. Depois de inúmeros plots o colocando no topo da lista “Por que você não morreu ainda?”, ele enfim atingiu um ponto de utilidade colocando toda a sua sabedoria de ex-líder para jogo. Seu plano foi sábio no momento, mas quando chegar a hora o tumulto vai ser real.
Por mais que Clarke seja uma forte líder para seu (ingrato) povo, ela não tem costume nem jeito para lidar com eles pessoalmente e é nessa parte que costuma entrar sua liderança compartilhada com Bellamy. Clarke é uma líder para o povo e Bellamy é um líder do povo, ela trata das decisões importantes e suas implicações politicas e ele mantem a ordem. Se cada um seguisse sua função tudo seria mais fácil, mas isso é The 100.

Me sinto muito desapontada com Monty, não por ter contado sobre a existência da lista para todos e sim pela forma como o fez. Revelar os nomes daquele jeito foi extremamente perigoso, por mais fé que tenha em seus companheiros, Clarke estava literalmente cercada ali e uma revolta conjunta poderia ter até matado a garota. Estou colocando o moço de castigo depois dessa.
Fiquei surpresa por conta dos critérios específicos usados por Clarke para montar a lista. A loira realmente pensou em todos os fatores necessários a longo prazo. Me deixou orgulhosa pela eficiência e me fez pensar na dificuldade de um ato tão pragmático. Clarke mais uma vez separou a cabeça do coração, lutou contra sua humanidade para manter um raciocínio logico e pensou no povo como um sistema. A pior parte é que ninguém lá vai se importar com isso.


Por mais que Kane tenha boas intenções, é incrível como nenhuma abordagem que ele escolhe para lidar com os problemas consegue surtir efeito positivo. O chanceler claramente não consegue mais impor a forte presença necessária para lidar com conflitos. Sua imagem de líder pacífico não é suficiente, a passividade ao invés de ajudar a conquistar o respeito e a confiança de seus aliados acaba os enfraquecendo diante da ameaça. No mundo em que vivem, mesmo com grande importância do dialogo, saber o momento em que o uso de ações se torna mais necessárias é primordial. Mas nem me animo pra uma guerra já que desde a primeira temporada grandes eventos assim nos são prometidos e até agora só ganhamos exércitos marchando, sem falar que o orçamento provavelmente não cobre.

Não importa quantas vezes Octavia tente se distanciar dos Sky People, no final ela sempre acaba voltando para casa. Não vou negar que se a garota tivesse morrido ali de verdade, mesmo com uma pontadinha no coração, eu teria aceitado como uma morte de respeito. Mas como não é a hora da guerreira ainda, a gente deixa a morte épica pra depois e elogia o cavalo muito bem treinado que deu a volta no penhasco e ainda sabe o caminho de casa.


Raven está sempre nos relembrando o porquê é uma das melhores personagens dessa série. A única coisa limitada nessa garota é a mobilidade, algo que é maravilhosamente suprido por sua esperteza e inteligência, atributos que já eram muito bem qualificados antes do upgrade da ALIE e agora só a deixaram ainda mais incrível. Em meio a tiroteio e correria a engenheira salvou a todos e ainda achou tempo para convencer Luna de seguir com o plano. Mil e uma utilidades mesmo!

Em grande parte da historia temos seguido a perspectiva dos Sky People e por isso é fácil revirar os olhos ao vermos Luna expor seus dilemas em um momento de crise daqueles, mas se tentarmos analisar de fora, com o impacto que essa nova civilização já causou estando a pouco tempo na terra até eu não ia querer tê-los como vizinhos nem de fronteira. Agora imaginemos Luna que nem nessa terra vive pois quis se distanciar de um povo que acreditava que sangue deveria se pagar com sangue, e criou uma comunidade baseada em uma filosofia que repudia conflitos físicos. Agora a mulher perdeu a todos e foi metida numa situação dessas junto a um povo que caiu do céu que, querendo ou não, não consegue parar de incitar guerras entre diferentes povos. A pior parte é ainda se manter refém do próprio sangue, algo que ela sempre lutou contra. Com ou sem pressão dos Skaikru, ela é a ultima esperança da humanidade. Vocês a culpariam por querer fugir correndo dali?

Ps: O que será que diabos existe de tão ruim naquela floresta que dava pra sentir a Emori tremendo de medo aqui do outro lado da tela?

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