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Ticianni Zabulon Ticianni Zabulon Author
Title: [REVIEW] THE 100 - S04E08: GOD COMPLEX
Author: Ticianni Zabulon
Rating 5 of 5 Des:
A nostalgia moral ataca novamente e a semelhança com o grande arco da segunda temporada não é mais uma pura referência. A quarta tempor...

A nostalgia moral ataca novamente e a semelhança com o grande arco da segunda temporada não é mais uma pura referência. A quarta temporada em si tem nos presenteado com o outro lado das moedas. A ideia desde o início tem sido nos apresentar situações parecidas com as já vividas durante a série que na época em que aconteceram, na maioria das vezes, condenamos em favor dos nossos protagonistas. O que fazer quando agora as escolhas antes condenadas são tomadas pelos próprios? Apoiá-los agora nos torna tão hipócritas quanto julgamos a atitude final de Abby? 

Fomos levados de volta aos velhos tempos de Mount Weather, só que dessa vez colocados no outro lado da perspectiva. Fui levada a refletir com cautela sobre as diferenças entre as situações. Nesse momento, o que faz Clarke ser melhor do que Cage? Será que deixamos passar a chance de tentar entender as motivações de Cage?

Uma das respostas para o impasse foi dada no final da própria segunda temporada: não existem mocinhos. Existem sobreviventes cuja índole é posta em perspectiva pelas ações, desesperadas ou não, que tomam em prol de sua preservação. Essa é The 100. Mas claro que colocando as problemáticas em uma balança onde se leva em consideração o risco imediato e as consequências futuras, existem escolhas que podem ser evitadas ou que sejam menos piores. Quero saber qual a opinião de vocês nisso tudo.


Cedo ou tarde os limites dos princípios de Luna seriam atingidos e seu medo de que suas escolhas altruístas se tornassem obrigações de uma prisioneira se concretizassem. Mas diferente de todos os envolvidos na ação do laboratório, ela lutou o melhor que pode para impedir sua contribuição naquele experimento. Fora ela, os outros seguem sendo meros observadores críticos como sempre.

Claramente ninguém ali se sente bem com o que está acontecendo, mas ninguém faz nada para impedir. Todos criticam as escolhas, mas ninguém tenta encontrar uma melhor saída. Ninguém quer a responsabilidade da decisão, mas quando alguém se compromete o crucificam. Apenas a partir do momento em que aquilo atinge a pessoa pessoalmente é que ela reage de verdade. Enquanto é com os outros, criticam antes, durante e depois, mas deixam acontecer. Esse é o perfil de 99% dos personagens vivos nessa série. O 1% se chama Clarke Griffin.


É incrível como o Jaha sempre acaba em algum plot envolvendo alguma adoração que leva à salvação, ele possui uma necessidade urgente de se apoiar em alguma motivação superior. A pior parte é que Jaha nunca se sente satisfeito em encontrar uma fé para si mesmo. Essa necessidade se estende a uma obrigação interior de querer converter todos a sua volta a sua crença, aos seus ideais, ao seu conceito de redenção. Ele está sempre em busca de uma doutrina para ser o mensageiro. O surgimento dessa nova seita acaba se tornando ainda mais arriscada, pois as pessoas estão mental e emocionalmente fragilizadas em busca de um refugio e não existe um líder para guiá-los em meio ao caos, é um momento extremamente propício para Jaha se reerguer das cinzas e usar o poder de suas palavras de esperança e veneração para controlar o povo. 

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