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Mariana Ribeiro Mariana Ribeiro Author
Title: [REVIEW] BATES MOTEL - S05E05/06/07: DREAMS DIE FIRST/ MARION/ INSEPARABLE
Author: Mariana Ribeiro
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Pois bem, depois do início tenso, que estava nos preparando aos poucos para os grandes momentos de Norman, chegamos num primeiro clímax...

Pois bem, depois do início tenso, que estava nos preparando aos poucos para os grandes momentos de Norman, chegamos num primeiro clímax e princípio de desfecho, ao menos no que diz respeito à história que se iniciou nessa temporada, isto é, a de Marion Crane, Sam e sua esposa. 

Assim, podemos começar pelo fato de que no quinto episódio, Dreams Die First, como o próprio nome já diz, o sonho ou resquício de desejo de ser normal que ainda poderia ser nutrido por Norman acaba de vez. Isso porque, após se deparar com uma situação que o faz questionar se Norma não está só em sua cabeça, bem como se não é ele mesmo quem a incorpora, acaba renunciando à essas ideias após dialogar com sua própria mente e compreender o porquê e como essa Norma foi criada por ele. 

Vamos explicar um pouco melhor: acontece que quando Norma decide sair pelo mundo, Norman vê que outras pessoas em um bar o reconheceram, pessoas que, teoricamente, nunca havia visto antes. Isso causou certa confusão na cabeça de Norman, tanto que ele acaba resgatando a memória de seu médico, que, caso nem todos se lembrem, foi responsável por esclarecer a Norman, quando no hospital psiquiátrico, que este costumava se comportar, por vezes, como sua mãe. Resgata a memória, digo, porque como vimos no sétimo episódio, o Dr. Edwards não está, de fato, muito presente...


Essa volta aos antigos pensamentos de Norman, de que ele talvez não seja normal, foi importante para um último questionamento de sua sanidade, antes que as coisas deslanchem de vez, e, também, para a mudança que acontece no próximo episódio em relação à cena clássica do chuveiro. Sim, há mudanças, e não, não entendi muito bem o porquê de algumas desaprovações... Calma, já me explico. 

Acontece que Marion Crane finalmente aparece enquanto Norman se vê nessa situação que descrevi acima. Primeiramente, devo dizer que gostei de Rihanna no papel de Marion, achei que ela está muito bem em comparação com o que imaginava que iria ser. Suas cenas todas lembram o filme, e a encaminham para o motel, no qual ela interage com Norman, lembrando mais algumas cenas: a conversa em meio aos animais empalhados, cenas de observação pelo buraco na parede, uma falsa tensão que nos enganou por um momento ali no chuveiro, em que achamos que poderia rolar alguma cena, etc. Só que tem um detalhe: como vimos no sexto episódio, Marion, e alerta para spoilers, não será esta a vítima do chuveiro. Em minha opinião, será muito melhor do que isso, por vários motivos. 

O primeiro deles tem a ver com o fato de que ninguém aguentava mais aquele Sam não se das quantas, chato para caramba e, além disso, convenhamos, é a definição de ponta solta. Estava mais do que claro que, desde sua aparição nos primeiros episódios, o personagem estava com seu fim marcado e mesmo desejado por nós espectadores, bem lá no fundo, pois a verdade é que, pelo menos eu, não dei a mínima para o que aconteceu com esse cara. 

Já o segundo motivo tem a ver com Norman, que realiza a tal cena bem diferente do que acontece em Psicose. O fato é que o personagem tem, aqui, consciência do que se passa em sua cabeça, pois, no momento anterior lida com o fato de que criou Norma e de que, agora, ela é parte dele. Assim, tem consciência de que é ele o assassino de Sam, e não sua mãe real. Bem diferente da cena do filme, mas com certeza também coerente com o desenvolvimento do personagem da série: ele definitivamente tem mais consciência do que acontece consigo. Consciência que já existe desde que ficou sabendo dos seus apagões de memória e também de que foi para o hospital psiquiátrico. Seria um pouco incoerente ignorar todos esses fatos, não? De alguma maneira isso teria que influenciar Norman e, portanto, nesse episódio tivemos a visualização exata de que este Norman não é o mesmo do filme, embora já pudéssemos visualizar isso desde há muito tempo. 

Assim, sei que muita gente achou controversa a mudança da cena clássica, mas convenhamos: a cena é clássica, ora essa, para que precisamos regravá-la? Aliás, essa nunca foi a real proposta da série, mas sim mostrar a história de como Norman chegou onde está no filme, com sua dupla personalidade se solidificando. Sinceramente, fiquei aliviada que não refizeram a cena do mesmo modo, uma só já é suficiente, e o que importa é a referência.


E, por fim, algo que começa no sexto episódio, mas que vai se desenrolar no sétimo – Inseparable – será Dylan contanto a verdade sobre Norman para Emma, isto é, o fato de que sua mãe está possivelmente morta, e Emma contanto a verdade para Dylan, que ela descobre pela internet: Norma está morta. 

Devo dizer que achei esse sétimo episódio um tanto filler, pois, a não ser pelo fato de que os corpos foram resgatados do rio em que Norman os costuma jogar, e também pela aparição de Dylan e retorno de Romero – que estava se recuperando até agora do tiro que levou, o que, sejamos sinceros, só serviu para segurar um pouco mais o grande clímax – não houve muita coisa. Enfim, em relação à aparição de Dylan, encontrei alguns problemas: porque ele foi sozinho encontrar o maluco mor, que ele mesmo tinha acabado de descrever para Emma como um possível assassino? Quase morri com toda aquela tensão crescendo conforme ele força a barra com Norman, o que não entendi muito bem, pois que é de se imaginar que um confronto direto com Norman não vai dar em coisa boa... E, honestamente, não sei como ainda ninguém entendeu isso, só Chick, que, afinal, nem apareceu nesses últimos três episódios, o que achei um tanto falho, pois que, ao menos em minha visão, ele parecia bem empenhado em escrever um romance sobre Norman.

Enfim, tivemos, pois, dois episódios que prestaram a devida homenagem ao filme de Hitchcock - inclusive utilizando de efeitos de câmera parecidos -, o que estávamos esperando, afinal, desde o início da série, e, nessa última semana, um episódio que só enrola um pouco mais, mas também não deixa de ser importante, pois localiza as pontas soltas no enredo principal e nos dá o andamento de como tudo vai ser: primeiro Dylan, e depois Alex, enquanto a xerife se aproxima cada vez mais da verdade. 

Portanto, senti que a série foi preparando uma tensão que chegou ao seu ápice nos episódios cinco e seis e, agora que já sabemos o que aconteceu acerca de Marion Crane, dá uma respirada e prepara mais um pouco o terreno para o episódio final que será, dessa vez, o que realmente importa para os fãs da série. Sim, é importante não confundir: a cena do chuveiro era referência para os fãs do filme, e, talvez, mais uma morte causada por Norman, mas nada mais do que isso, uma vez que, quando pensamos na série em si, vemos que esta traz outras questões e personagens não existentes no filme. O enredo principal é definitivamente outro, e, se antes já sabíamos disso, agora temos certeza visual, o que sempre é necessário para de fato cairmos na real.

E, caso tenha que selecionar o episódio mais razoável da temporada, provavelmente será o sétimo, que deixou o espectador querendo muito mais no final, o que, embora seja bom em certa medida, quando em exagero simplesmente temos a sensação de que nada ou pouco aconteceu. Desse modo, temos ainda três episódios para sofrer, e roer as unhas, e arrancar os cabelos, até descobrirmos como tudo isso vai terminar.

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