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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [REVIEW] NCIS - S14E19: THE WALL
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
 “I'm not sad.” – Clayton Reeves Depois de M.I.A. achei que não iria querer chorar durante outro episódio de NCIS tão cedo. Eis...
 “I'm not sad.” – Clayton Reeves

Depois de M.I.A. achei que não iria querer chorar durante outro episódio de NCIS tão cedo. Eis que me vem The Wall e acaba com isso facilmente, ainda mais quando Reeves apareceu e ficou bem claro que o episódio teria uma ligação maior com ele. O caso foi até bom, principalmente pela dificuldade da equipe de conseguir alguma pista realmente boa no começo do episódio, já que a única testemunha da morte do Cabo Beck não queria cooperar muito.

Isso de ter demorado um pouco para trazerem Reeves de volta depois do que aconteceu em A Many Splendored Thing (S14E16) foi bom, principalmente porque dava a entender que o personagem precisava de um pouco de tempo para dar um rumo à sua vida. Fiquei com muito medo de que ele fosse em outra Willoughby da vida, ainda mais com o trabalho que Vance deu para ele. Mas ainda bem que decidiram trazê-lo de volta justamente quando a história do veterano do Vietnam e Marine Sergeant Henry Rogers fosse contada.


Bruce McGill ter interpretado o personagem foi a melhor escolha que poderia ter sido feita. Não conseguia não lembrar do Korsak, de Rizzoli & Isles, e de como ele fez um ótimo trabalho sendo o Jack Dalton na primeira versão de MacGyver. Dava para ficar emocionada cada vez que ele começava a se irritar porque todo mundo, menos a Abby, queria dizer o que ele deveria fazer ou não. A cena em que ele foi ver o memorial e tirou uma cópia dos nomes dos amigos me fez perceber que muita gente realmente não liga para o que os veteranos sentem. Aqui não temos muito disso, porque são poucos os que presenciam o combate, mas lá nos EUA a situação é bem complicada. É a coisa mais comum ver veteranos morando em ruas ou presos porque não souberam lidar com o PTSD ou porque ninguém os ajudou. O que Reeves e Gibbs fizeram para ele, todos mereciam aquilo. Porque por mais que muitas pessoas considerem a guerra um absurdo, aqueles que estiveram nela são heróis, sobrevivendo ou não. Porque eles fizeram o sacrifício máximo para proteger o país.

Muitas vezes eles acabam se tornando solitários, já que não têm outra opção, como foi o caso de Henry e Jethro. Já Clayton optou por não se envolver muito com ninguém, querendo sempre se colocar à frente do perigo para evitar que os outros, que têm algo a perder, se machuquem. Ouvir ele contando para Gibbs que perdeu os pais aos três anos e nunca teve ideia de como era ser amado por alguém partiu meu coração em milhares de pedaços e eu quis enrolá-lo em um cobertor e protegê-lo de todo mal. Por falar na raposa de cabelos grisalhos, ele foi bem espertinho colocando justamente Reeves para proteger Rogers, para ver se o British aceitava que agora ele não precisa mais se isolar do mundo.


Enquanto isso, o restante da equipe ficou trabalhando no caso. Quer dizer, McGee e Bishop estavam muito mais empenhados em descobrir se Quinn e Torres realmente já tiveram um caso do que em trabalhar de verdade. E eles são realmente péssimos para disfarçar esse súbito interesse no assunto, principalmente Tim. Na verdade McGee é o rei da sutileza, ainda mais com o “speaking of women with names”. E Ellie não fica para trás. “I'm just thinking about, um, puppies you know that song about puppies?” foi pior ainda.

Mas que os dois já tiveram pelo menos um caso de uma noite, ah, isso é óbvio que sim. Só queria que tivessem mostrado a cena toda do karaokê. Baseando nos conhecimentos que temos sobre Torres, e do Wilmer, imaginei que ele cantaria algo mais animado. Puppy Love, sério? Nem sei quantos anos tem desde a última vez que ouvi falar dessa música. Mas que deve ter sido um arraso essa interpretação dele, para deixar a Alex encantada daquele jeito, eu não duvido. Não posso deixar de falar do close que o câmera deu no Torres depois da Bishop falar que imaginava ele correndo pela praia de jeans apertado. Sim, foi a única coisa que deu para prestar atenção na cena. E, é claro, como não mencionar o “quando estava disfarçado em Wisconsin?” Ah gente, referências à That 70’s Show são as melhores coisas que eles poderiam ter feito e eu amei de todas as formas isso. Ainda espero ele falar um “Good day. I said good day.”

P.S.: Saudades Doctor Palmer <3

“I've got more than memories. Got the people I let in afterwards. I got the family I chose to make. You, me, Henry-- all the same guys. You're just a few decades behind. Man, you lose everything, you make a choice: where to go from there. He made his choice. I made mine. What about you?” – Leroy Jethro Gibbs
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