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Title: [FILMES] CRÍTICA #92: MULHER-MARAVILHA
Author: Tatiana Dantas
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Finalmente após 75 anos da sua estréia em quadrinhos, Diana Prince ganha sua adaptação solo nas telonas em Mulher-Maravilha ! A Princesa...

Finalmente após 75 anos da sua estréia em quadrinhos, Diana Prince ganha sua adaptação solo nas telonas em Mulher-Maravilha! A Princesa Amazona que até o momento só tinha a série de TV estrelada pela diva Lynda Carter na década de 70 e outras tentativas falhas de ter sua história nas telas, demorou chegar, mas chegou maravilhosamente bem.


Gal Gadot, ex-recruta do exército Israel, ex-modelo, ex-miss e ex-estudante de Direito, surgiu para dar vida à heroína do novo universo cinematográfico da Warner/DC. Quando saiu sua escalação ela foi recebida com muitas críticas negativas, taxada de inexperiente como atriz, até comentários como "Cadê o corpão e peitão da Mulher-Maravilha dos quadrinhos?" e outra leva de comentários machistas que não enxergavam a essência da Diana além da parte sexualizada. Porém ela calou a boca dos haters na sua estreia em Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, em poucos momentos ela mostrou para o que veio ganhando finalmente sua representação nos cinemas.


Patty Jenkins que tanto sonhou e se dedicou ao filme, acertou com uma ótima história de origem para apresentar Diana a um enorme público. Diana é apresentada desde criança em Themyscira com sua paixão pelas guerreiras e em lutar, mas superprotegida pela rainha Hipólita (Connie Nielsen), sua mãe, que temia que sua verdadeira origem fosse descoberta colocando Diana em perigo. A origem das amazonas, e o treinamento de Diana com sua tia Antíope (Robin Wright) foi contada de forma rápida, mas bem didática, levando a descoberta de sua força superior das demais amazonas da Ilha do Paraíso e a chegada de Steve Trevor (Chris Pine) que será sua ponte para o mundo dos humanos.

A história de Diana com os humanos tem início na Primeira Guerra Mundial, contexto captado por Patty para criar uma conexão com o público. Um exemplo disso é quando ela vê com os próprios olhos os horrores trazidos pela guerra e resolve fazer algo a respeito, mostrando que o heroísmo é isso, é você ter o poder de ajudar e fazer algo para salvar os mais fracos. Patty também mostrou a real essência do quanto Diana é feminista, trabalhando lado a lado com Steve mostrando que não tem distinção de gênero quando se busca trabalhar por um mesmo objetivo, e Etta Candy que mostra o tratamento do mundo dos homens destinado às mulheres. E Diana rebate isso o tempo inteiro, tanto com Etta tentando empoderá-la, como com outros homens que tentam diminuí-la por ser mulher, mostrando que pode ser igual a eles. (No caso pode ser até superior, mas ela não se comporta assim, valorizando a igualdade).

O Filme só deu uma leve recaída na batalha final, apesar de Ares ser um dos maiores vilões da Diana e ser interessante mostrar isso, a luta longa e cheia de efeitos hollywoodianos foi um pouco desnecessária, quebrando o clima retrô naquele momento. Porém o filme não perde sua essência criada desde o início, terminando com uma sensação de dever cumprido, realização plena ao ver uma história forte, cativante, linda, feminina, mas atingindo bem todos os públicos. Um filme dirigido e estrelado por mulheres que não deixa existir qualquer barreira de gênero, mostrando que o que separa mulheres e homens, é apenas oportunidade, e tal oportunidade foi maravilhosamente aproveitada por Diana Prince, mostrando nos cinemas porque não é atoa que se chama Mulher-Maravilha!
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