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Michelle Louise Michelle Louise Author
Title: [PRIMEIRAS IMPRESSÕES] ABSENTIA
Author: Michelle Louise
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Absentia. Ausência.  Estado ou circunstância de não estar presente. 2 - Tempo que dura a ausência. 3 - Falta de comparência. ...

Absentia. Ausência. 

Estado ou circunstância de não estar presente.
2 - Tempo que dura a ausência.
3 - Falta de comparência.
4 - Carência.
5 - Aquilo que se diz de pessoa ausente.

É isso que nos diz o Aurélio. No dicionário é fácil entender o significado, entender o que ausência quer dizer. Sentir a ausência, no entanto, é duro. Ser o ausente não é fácil, principalmente quando não foi te dado escolha. Principalmente quando você é sequestrada. Por anos. 

Ausência, a de memórias pode acabar sendo a pior delas. 

Imagine você acordar na cama de um hospital, completamente assustada depois de sofrer os mais diversos tipos de tortura para, então, reencontrar sua família e descobrir que você havia desaparecido por 6 anos. Seu filho, agora, já é maior que do que você lembrava e você não esteve presente em grande parte da vida dele. Seu marido agora é casado com outra mulher. Você perde seu chão. 

Essa é Emily Byrne e é entre flashbacks e lembranças que somos introduzidos ao inferno que ela passou durante estes 6 anos em que esteve sumida. 

Olá, seres humanos, meu nome é Michelle! Se você lia as reviews de Castle -e já me conhece bastante- eu digo que é bom te ter comigo de novo <3 E, caso seja novo por aqui, seja bem-vindo e espero que nossas conversas semanais sejam maravilhosas (igual a Stana Katic). Agora, peguem seus cafés (ainda posso usar essa frase sem que vocês sintam aquela pontadinha de dor no coração?!) e vamos conversar porque Absentia veio para desestabilizar e te dar bastante agonia. 

Após uma série de flashbacks de uma família extremamente feliz (com direito a um bebê lindo e um cachorro maravilhoso), somos introduzidos a uma personagem presa em um tanque de água sendo afogada depois de levar bastante socos no rosto. Pelo corpo outras marcas das mais diversas agressões. E, então, nos vemos numa sala de tribunal onde Conrad Harlow é preso pelo homicídio da detetive do FBI Emily Byrne e condenado a prisão perpétua. Harlow era um serial killer procurado pela polícia e tinha como marca registrada arrancar as pálpebras de suas vítimas. Mas o corpo de Emily não foi encontrado. Harlow não revelou a localização do corpo, nem mesmo quando em desespero Nick vai atrás dele no tribunal para tentar encontrar o corpo de sua esposa, agora morta. 


6 anos. É o intervalo de tempo que temos até Nick ouvir uma ligação no meio da noite que dizia algo que ninguém esperava ouvir “Ela está viva”. A vida de fato não nos dá muitas segundas chances, Nick. É quando ele encontra Em (depois de dois episódios já somos intimas sim!) presa em um tanque de água, como a vimos no começo do episódio, que a história de fato começa. Nick, dessa vez, consegue resgatá-la. Mas até que ponto isso significa trazer Emily de volta à sua vida? 

Ao acordar, em pânico, sem reconhecer onde está, Emily acaba atacando uma jornalista que tentava conseguir o tão sonhado furo de reportagem. Ela está completamente desestabilizada. E tem todos os motivos do mundo para isso. E quando ela consegue rever os familiares, acaba descobrindo quanto tempo se passou desde da ultima vez que ela foi vista. Ela vê a foto do filho, Flynn, agora já um grande competidor de natação. Ela vê a aliança na mão de Nick. E, então, percebe que por mais que ela tenha voltado, ela está longe de estar em casa. 

Cabe dizer que as atuações da série, como um todo, são surpreendentes. Stana Katic (se você me conhece já sabe bem) tem uma atuação que assusta de tão linda. Você sente a dor de Emily sem que ela precise falar nada. Você sente o que ela sente. Existe algo que realmente te toca na atuação da Stana e isso ficou bem aflorado em Emily Byrne. Era preciso que o público sentisse a agonia de voltar, mas não fazer parte. A dor sentida nas torturas e o pânico que ela carrega consigo toda vez que sai de casa. E Stana consegue fazer isso de uma maneira absurda. (Eu fiquei meses sem falar nada sobre ela, me desculpem eu estava com saudades). 


O reencontro de Emily e Flynn era algo que me deixava nervosa de imaginar. É evidente que ela não está bem, mas ela quer ver o filho. E, devo dizer que o menino é bom ator por dois motivos: 

1) A cena onde ele houve a voz da Em pela primeira vez no andar de baixo da casa, mesmo sem vê-la, e o nervosismo que ele passa foi algo incrível;

2) Eu já peguei ranço do personagem pouco tempo depois. 

Saber que o homem que um dia foi seu marido está casado com outra é uma coisa, ver a casa e a esposa é outra, completamente diferente. A sensação de que todos a sua volta reconstruíram suas vidas sem você é dura. É claro que que não se pode esperar que as pessoas parem de viver quando você não está mais lá e, para todo mundo, Emily estava morta. Seu túmulo provava isso. Mas, para quem é a pessoa desaparecida, a história é outra. Foi ela que passou anos sendo torturada, sozinha, comendo feito um animal qualquer coisa que lhe davam. Foi ela que apanhou e ficou sendo afogada em um tanque com água. Foi ela que sofreu tudo isso e quando volta percebe que há muito para se adaptar. 

A primeira vez que ouvimos a Em rir é quando ela reencontra Riggs, o cachorro do inicio do episódio. Ele logo a reconhece e, então, enquanto ela brinca com ele -finalmente- ela ri. Riggs é o primeiro sinal que nem tudo mudou desde que ela se foi e acho, sinceramente, que esse riso é uma mistura de felicidade com alivio. Faz ela se sentir “em casa” de alguma forma. O primeiro abraço dela com Flynn é algo que realmente te toca e te faz sentir mil coisas ao mesmo tempo, porém, existe um bloqueio entre os dois que vai demorar até que ambos consigam superar isso. 



“Você magoou minha mãe”. Essa é a frase que nenhuma mãe espera ouvir no reencontro com o filho. Emily tenta uma reaproximação com ele, leva um pequeno presente que ele ignora como se fosse nada e prefere ficar no vídeo game a falar com ela. Embora sejam claro os motivos pelos quais Flynn considera Alice sua mãe, eu achei de uma insensibilidade sem tamanho. Flynn não é mais uma criança e pode entender que Em não sumiu da vida dele porque quis. Ela não teve escolha alguma. Em nenhum momento. Ver Emily pensando que o próprio filho a odeia e abraçando Nick e entrando em realidade que ele não é mais seu marido, foi dolorido. "Volta para sua esposa", foi algo que eu não esperava e foi um soco no meio da minha cara. 

Esses dois episódios são introdutórios a história da série e aos personagens, porém, isso não alivia o ritmo frenético que guia a narrativa. Você tem Emily lidando com toda as questões pessoais que envolvem sua volta e com seus traumas (esperei Burke na terapia e isso foi mais forte que eu, peço desculpas) mas, ao mesmo tempo, temos o FBI trabalhando no seu caso para desvendar o que de fato aconteceu no chalé onde ela foi encontrada. 

Ela não se lembra de nada, exceto da máscara que a persegue em cada rosto que ela encontra nas ruas. Harlow agora foi solto, afinal, a única real prova contra ele era o assassinato de Emily que, agora viva, o deixa sem crime de fato cometido. Há uma possível ligação com um dos primeiros casos investigados por Em e seu sequestro, Semerov (que dava apelidos com nomes de flor para suas vitimas) pode ser um suspeito. Até que a policia descobre seu corpo do necrotério. O DNA presente no corpo era de ninguém menos que Emily Byrne. E, neste cenário, ela vai em 90 minutos de vitima à suspeita de um crime. 


Pode ser que eu seja suspeita para falar algo, mas a Emily é uma personagem fácil de se pegar e querer proteger do mundo. Pode ser pela história ou pela atuação, ou por um conjunto dos dois. Mas é fácil querer abraçar Emily e dizer que tudo vai ficar bem. Patrick também impressiona como Nick, porém fica difícil criar empatia pelo personagem, ao menos por hora. Não posso deixar de colocar um pouco do peso da indiferença que Flynn sente sobre a Emily nas costas do pai, já que a frieza do filho com ela vinha de antes (como é possível ver e, infelizmente, sentir na cena do cemitério) e fica uma dúvida sobre como Nick trabalhava o assunto "Emily" com o garoto, mas com toda certeza não foi com o cuidado que deveria ter sido, ou as coisas não teriam chegado a esse ponto, onde uma criança que reencontra a mãe biológica que foi sequestrada e torturada por 6 anos com esse nível de frieza e distância.

Alice, é uma personagem que segue sendo uma incógnita para mim dentro da série. É evidente que ela seria a principal pessoa a ter sua vida alterada com a volta dela e ainda preciso saber como tudo vai se desenrolar. Porém, a frase "Ela me deixa desconfortável" foi, no mínimo, bem inconveniente. Imagina que "desconfortável" você voltar depois de 6 anos sumida e ver toda a sua vida mudar completamente. Imagina que "desconfortável" você ter perdido parte importante do crescimento do seu filho a ponto dele enxergar outra pessoa como mãe. Imagina que "desconfortável" não saber como agir ao redor de pessoas que costumavam a ser as pessoas que você mais tinha intimidade na sua vida. Realmente, Alice, é desconfortável, mas bem menos para você do que para ela. Outra coisa, que tipo de pessoa deixa o filho dormindo no sofá sozinho, com a porta aberta, sai com o cachorro quando ouve um barulho? Eu JURAVA que Flynn seria sequestrado naquele momento (até porque eu já imagino desgraça acontecendo em cada cena, né não?!). Entendo o incomoda dela, mas entendo ainda mais sua clara falta de empatia em relação a situação.

Vale uma nota ao pai de Emily que foi a pessoa mais fofa desse mundo inteiro (não deu vontade de abraçar quando ele entregou o distintivo pra ela???). Pontos para ele! Stana tem sorte com pais em séries, né não?!

A história de Absentia funciona. A narrativa te deixa querendo mais, embora seja bem corrida.. Eu, realmente mal posso esperar para ver o desenrolar dessa história e saber mais sobre Emily Byrne. Saber quem ela é de verdade. E espero ter vocês aqui para descobrir isso comigo. Até o próximo episódio! 


PS1. Fora Emily meu personagem favorito da história até o momento é Riggs, que fez ela rir aquela risada gostosa dela. Fiquei bem feliz.

PS2. Stana falando todas as mil línguas que ela sabe falar em séries é a razão pela qual eu vivo.

PS3. Stana *produtora executiva* Katic é minha orientação sexual.

PS4: Gente, deu MUITA saudade da Beckett e eu não sei mais o que fazer.

PS5. Senti falta de escrever PS. Ainda bem que agora terei mais uma temporada inteira (e todas as temporadas que virão, se deus quiser) para fazer isso. 



PROMO DO PRÓXIMO EPISÓDIO



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  1. Eitaaaa que essa menina impressiona ao expressar o mais profundo sentimento que nós fãs temos ao ver a Stana atuando.
    Mih, tudo que você colocou foi sentido por mim, pela Leidy, pela Nay, e acredito que por todos os fãs, (claro que a Nay e a Leidy são mais loucas que nós duas juntas, então elas sentiram coisas a mais :-) ), mas você com essas lindas palavras e com sua analise, soube expressar direitinho o que eu senti com os dois primeiros episódios.
    Mas vou ressaltar uma coisa que fiquei P da vida, ninguém da família, sentou e tentou conversar com a Emily antes dela sair do hospital, a bichinha esta estraçalhada por dentro, da vontade de dar colo para ela e dizer que tudo vai acabar bem, e ninguém teve o cuidado de ampara-la. ;(

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    1. Ai, Marlu sua linda 💛 Obrigada pelo carinho de sempre e por me acompanhar durante tanto tempo (o que Castle uniu nada separa, né?!) 🌻 A atuação da Stana encanta demais eu não aguento essa mulher! E é verdade, vem lembrado. Ninguém parou de fato para perguntar como ela estava, o que estava sentindo. Merecia ter tido uma abordagem melhor nessa parte, talvez por parte do irmão e do pai nesse quesito. Mas foram realmente bons episódios introdutórios. Espero que seja renovada pelo amor de Stana Katic. Hahahha

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    2. O amor a Castle me trouxe pessoas maravilhosas e apaixonantes, que se tornou minha família, não que eu precisasse de outra, pois amo a minha família de sangue, mas foi algo que nos uniu a ponte de formar esse laço. Então Castle será eterno assim como você, e as meninas, mesmo as que já estão distantes. Amar, pirar, surtar por Absentia é a consequência do amor que também cresceu pela Stana, na primeira cena em que ela aparece em Castle. Ela é perfeita e pelo fato de nos trazer essa nostalgia, irá torna-se imortal para mim e acredito que para você também, e para muitas outras pessoas.
      Então vamos Surtar muitoooooooooo, pois se a Séria nos decepcionar, a Stana não vai. :)

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  2. Amei os dois episódios!! Estava com SAUDADES imensas dela.

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    1. É bom poder matar a saudade da Stana, né?! 💛🌻 gostei bastante da série e espero que a série mantenha esse ritmo!!

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  3. Realmente eu ainda não entendi essa insensibilidade do Flynn,
    Antes noss Sneek eu achava que ele não sabia da Emily e ficava me perguntando porque o Nick teria escondido isso dele mas não!
    Nick falou dela e Alice também e se refere a ela como Mãe do Flynn,
    Na cena do cemitério mesmo bem no começo do 1° EPs Alice vai com Nick e Flynn no Cemitério e mesmo assim o Garoto faz descaso,
    Sem falar daquela cena do Segundo EPs que ela vai visita-lo e o menino tá nem aí pra ela,
    Ele já é um homenzinho já pode entender as coisas direitinho!
    Foi protegido e mimado de mais!
    Eu como Mãe de verdade, tive um pouco de nojinho dele!

    Mais que o Garoto é um bom ator isso é, e aquela boca que parece com a da Emily ������������,

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  4. Exatamente!!!! Flynn não é uma criança e ele pode entender porque a mãe sumiu. E deve imaginar que isso não foi fácil pra ela, né?! Ele poderia facilitar as coisas. Mas o menino é MUITO bom ator hahahaha1 <3

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  5. Já vi até o episódio 4 de Absentia e estou gostando muito. Agora é torcer para que ela possa esclarecer tudo o que houve e poder recuperara os anos perdidos. E que a série continue, porque vendo a Stana podemos aplacar um pouco a saudade de Castle, embora para mim essa saudade vá durar para sempre. Abraços Michelle.

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