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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: AMERICAN HORROR STORY: O TERROR PODE SER REAL
Author: Leandro Cardoso da Cruz
Rating 5 of 5 Des:
Desde sua criação, American Horror Story já teve altos e baixos, mas mesmo assim mantem sua legião de fãs. Desde Murder House e Asylum,...

Desde sua criação, American Horror Story já teve altos e baixos, mas mesmo assim mantem sua legião de fãs. Desde Murder House e Asylum, passando por Freakshow e Coven, vários temas foram abordados nesse universo criado por Ryan Murphy. Mas por mais que todos colocassem um pé na realidade, nenhum ficou tão próximo de atingi-la como Cult.

O momento atual do mundo inspira cuidados. Opiniões se tornam bandeiras a serem erguidas e defendidas até o último argumento. Grupos opostos se rivalizam sem se ouvir, criando um campo de batalha digno de uma rivalidade futebolística. Murphy identificou nesse background uma possibilidade de contar uma história sobre pessoas reais, dominadas por poderes reais.

A criação de cultos de adoração à um líder não é uma novidade no mundo. A série até usa um ótimo episódio nessa temporada para apresentar alguns deles. Venerar cegamente alguém é um caminho que pode trazer graves consequências. A figura de Kai na série demonstra o lado mais extremo disso. Já Ally cria uma imagem de uma forma diferente. Ambos se aproveitam de seus feitos para construir um séquito, de uma maneira ou de outra.

Foi um belo acaso a série fazer tal referência à Charles Manso, um dos maiores líderes de cultos dos Estados Unidos, e logo após o fim da temporada ele falecer. O destino sabe como se portar por vezes. Utilizar a imagem criada pelas eleições presidenciais de 2016 foi outra bela sacada para mostrar os limites de um fanatismo.

Ao construir uma trama onde ninguém é essencial, AHS: Cult conseguiu trazer o terro para dentro de nosso mundo. Por mais que pareça absurdo, temos de lembrar que cultos como esses já surgiram e poder surgir novamente. Além de entreter, serve de alerta.

A construção ainda maior de um grande universo de AHS foi ainda mais longe nesse ano com referências ainda mais óbvias às temporadas passadas. Isso tudo segue rumo à próxima temporada onde haverá um crossover entre Muder House e Coven. 

Por fim, importante citar a atuação de Evan Peters. Sempre relegado à um personagem secundário, que em geral morre no meio do caminho, agora ele teve a chance de ser o protagonista de toda uma temporada. Kai foi carismático quando teve de ser, cruel quando necessário e psicótico durante todo o tempo. Palmas para Evan.

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