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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: AINDA ESTRANHO, MAS NÃO TÃO BOM
Author: Leandro Cardoso da Cruz
Rating 5 of 5 Des:
Stranger Things surgiu quando ninguém esperava por ela. Se aproveitando de uma geração movida pela nostalgia, a série teve uma primeira ...

Stranger Things surgiu quando ninguém esperava por ela. Se aproveitando de uma geração movida pela nostalgia, a série teve uma primeira temporada que foi um grande sucesso de público e crítica, se aproveitando do carisma de suas crianças e da força de suas referências. Será que foi o suficiente para um segundo ano?

A indústria do entretenimento funciona de uma forma simples: se deu dinheiro, vamos fazer mais. Apesar da história da 1ª temporada funcionar muito bem de maneira fechada, com algumas poucas coisas apontando para um futuro, era evidente que teríamos mais. O problema é que nem sempre mais, significa melhor.

A segunda temporada repete muitos fatores que funcionaram antes, tentando segurar a audiência de uma maneira simples. Você gostou disso antes, então vai gostar de novo! Steve era um praticante de bullying que corrigimos? Sem problemas, te trazemos outro! Eleven não pode aparecer sempre? Temos aqui outra garota! Lembra das luzes na casa do Will? Que tal um mapa confuso espalhado pela casa toda?

Mesmo quando a história tenta seguir em frente, lhes falta coragem. O Monstro das Sombras, controla Will, mas nem de longe consegue ser uma ameaça tão grande quanto poderia. A "irmã" de Eleven tem seus poderes, mas só vamos acompanhar isso em um episódio, completamente fora de tempo e lugar. 

Mesmo o lado RPG da trama, que funcionou muito bem antes, foi aqui deixado quase que completamente de lado. A equipe não teve tanto foco juntos, com a série preferindo trabalhar com vários núcleos que deveriam se encontrar em algum momento. Em partes funciona muito bem, como Dustin e Steve, em partes não, com Mike quase que totalmente perdido na temporada.

Eleven em si, se tornou um problema. Se ela estivesse disponível para lutar todo o tempo, os problemas teriam acabado lá pelo episódio 3. Sua força se tornou algo que os produtores parecem não saber como lidar. De personagem mais carismática, para alguém que ficou de castigo durante quase toda a temporada.

Se a referência mais clara antes era Stephen King, com seu It, aqui temos cada vez mais um mundo de sessão da tarde, com adultos que são bons para essas crianças. Elas tem ajuda, elas sabem que vão conseguir.

Longe de ser péssima, a segunda temporada de Stranger Things se segura no sucesso da primeira. Resta saber se com tempo para produção (a próxima só sai em 2019), a série irá reencontrar seu rumo e conseguir enfim dar um passo rumo ao crescimento.


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