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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: VICTORIA: A HISTÓRIA DA MINHA RAINHA
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
Quando decidi ver The Crown , optei por ver Victoria também, já que tenho a mania de ficar comparando séries. Apesar de todas as difere...

Quando decidi ver The Crown, optei por ver Victoria também, já que tenho a mania de ficar comparando séries. Apesar de todas as diferenças, físicas e principalmente da época em que viviam, sempre tendi um pouco mais para a Rainha Victoria. Afinal de contas, ela ajudou a criar novas tradições e mudar outras durante seu reinado. Não que a Rainha Elizabeth não tenha seus méritos, mas a baixinha sempre foi a melhor.

Sim, The Crown é a série mais cara da Netflix, tem uma abertura magnífica e tudo mais, mas desenvolvi um amor pela simplicidade de Victoria que nem eu consigo explicar. O figurino e o cenário são obras primas à parte, muito bem feitos e condizentes com as pinturas da época. Chega até ser engraçado ver Londres sem todos aqueles carros, com bastante espaço vazio e uma quantidade considerável de verde. Mas não foi só o cenário que me fez apaixonar por essa série.

A principal razão por eu ter visto quase toda a série em dois dias foi a própria Rainha Victoria. Apesar do que muitas pessoas dizem, eu gostei muito da forma como a Jenna Coleman interpretou-a. Pelo que os livros de história contam, a Rainha era bem teimosa, batia o pé sempre que queria alguma coisa e não deixava ninguém tomar as decisões por ela. E a Jenna sabe fazer isso muito bem. É sério, ver a forma como ela se impunha e comparar com a Rainha Elizabeth mostra o quão pulso firme a primeira era. Desde pequena ela teve que lidar com uma mãe que estava mais interessada em qualquer coisa que não fosse ela. Com a ajuda de Lehzen, a pequena Alexandrina mostrou que é forte, decidida e muito, mas muito invocada. 


Uma coisa que fiquei muito feliz de ver foi a evolução da Rainha. Começando pela criança que assumiu o trono e chegando até a maior Rainha que se poderia ter, Victoria encanta e emociona a todos. Uma das partes mais delicadas mostradas na série é o que acontece após o nascimento de Vicky, sua primeira filha: ela não sente nada pela menina. Ela não consegue sentir absolutamente nada pela recém nascida, por mais que todos falem que ela deveria. Victoria mal conseguia segurar a criança nos braços, ao passo em que Albert se derretia pela menina. Acho que esse deve ser um dos meus momentos favoritos em toda a série, porque mostra que nem mesmo a realeza esta imune à depressão pós-parto, que atinge diversas pessoas e quase ninguém realmente se preocupa com isso.

Outra coisa que me fez ficar ainda mais apaixonada foi Albert, o marido de Victoria. É serio, eu quero um homem desses na minha vida, porque sinceramente, não consigo pensar em alguém que seja mais dedicado e apaixonado do que ele. Ver ele brigando com a família, provando para Victoria que jamais trairia ela e, principalmente, se empenhando completamente em criar um ambiente natalino que os filhos iriam se lembrar para sempre me faz acreditar que, se alguém chegou bem perto da perfeição, essa pessoa foi Albert. É claro que, em alguns momentos, ele foi merecedor de uma bela bronca, mas, no final do dia, o casal real sempre se entendia e acabava bem, com a possibilidade de ter mais um filho a caminho. 


Falei antes que uma das razões por eu ter um afeto tão grande pela Rainha foi o fato de que ela, junto de seu marido, terem criado varias tradições. Talvez uma das mais simples e extremamente comum hoje em dia seja utilizar o vestido branco no casamento. Se não fosse por Victoria ter batido o pé, hoje em dia as noivas usariam diversas cores. A árvore de natal dentro de casa e toda enfeitada também vem do período vitoriano, principalmente devido a paixão do Príncipe Albert pelo feriado. A série mostra isso muito bem, além de, é claro, mostrar como era o relacionamento da rainha com todos que trabalhavam no palácio.

Eu adorei ver o desenvolvimento que eles tiveram. Misturando a realidade com um pouco de ficção, Victoria faz todo mundo torcer por um relacionamento impossível de ter acontecido na época, chorar com a morte de personagens que definitivamente fazem bastante falta, gostar de personagens extremamente rabugentos e sempre querer que tudo dê certo para todos. Sério, a forma como os personagens foram escritos, misturando aqueles que existiram com os que foram criados apenas para a série me prendeu completamente, o que acabou tornando o “assistir a série” ainda melhor.

Acredito firmemente que algumas séries deveriam ser mais divulgadas e assistidas por todos. Apesar de ter um ciúmes danado, todos deveriam conhecer essa maravilha que é Victoria. Como já disse, a série não e tão cheia de pompa e circunstância quanto The Crown, mas as histórias abordadas e a forma como a série é conduzida garantem uma excelente maratona. O bom é que a série tem duas temporadas com oito episódios em cada, um especial de Natal e uma terceira temporada já garantida, o que já é motivo o suficiente para começar a maratona o mais rápido possível.
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