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Leandro Cardoso da Cruz Leandro Cardoso da Cruz Author
Title: BLADE RUNNER 2049: PRECISÁVAMOS MESMO DESSE FILME?
Author: Leandro Cardoso da Cruz
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Alguns filmes nascem mortos. O primeiro Blade Runner foi um fracasso de bilheteria em seu lançamento, recebeu tantas "Versões do ...

Alguns filmes nascem mortos. O primeiro Blade Runner foi um fracasso de bilheteria em seu lançamento, recebeu tantas "Versões do Diretor" que ninguém sabe mais qual é a oficial, mas no fim, se tornou cult. É um filme noir, com grandes diálogos e uma legião de fãs. Será que seu sucessor seguirá o mesmo caminho?

A minha grande dúvida é se realmente precisávamos desse filme. Ele claramente nasceu para fracassar. Tirando os fãs da obre original, ele dificilmente iria atrair novos espectadores para assisti-lo. Vamos pensar, quantas pessoas "comuns" iriam ao cinema para ver um filme de 2h 40min, se não tivessem assistido o primeiro?

Agora que o fracasso do filme nas bilheterias já é evidente, podemos pensar se ele funciona como história. Sem dúvida existem boas tramas para serem trabalhadas ali. Os novos Replicantes mais obedientes. O novo Jared-Vilão. A perseguição aos Replicantes antigos. O preconceito. A solidão do protagonista. Mas mesmo com um filme longo, nada disso recebeu a importância que deveria.

Dar sequência na história de Deckard aquece o coração de alguns fãs, mas outros, eu incluso, se perguntam se isso era necessário. Harrison Ford claramente já está de saco cheio de interpretar. Então precisávamos mesmo trazê-o de volta? Requentar uma trama dos anos 80 e correr com ela na última hora do filme, não me pareceu acertado.


Todo o mistério de quem era a criança serve para tentar criar uma relação de expectativa com o espectador, mas nem de longe consegue ser tão efetivo. Ao tentar nos enganar, apontando as dúvidas de K, o filme busca criar um plot twist que não surpreende.

A beleza das imagens de Denis Villeneuve seguem em alta e tornam o filme claramente bonito. Talvez como obra de arte, ele acabe funcionando. O cuidado com as cores, com as tonalidades dos ambientes, tudo é feito para imergir o fã na história de uma forma cuidadosa e bonita.


Fica a sensação que haviam histórias melhores para serem trabalhadas ali. Fica uma sensação ainda maior de que esse filme existe para ser o segundo de uma trilogia, que nunca deve acontecer. Pelo menos, não nos próximos 20 ou 30 anos. Como homenagem, ele funciona bem, mas como história, ele deve e muito. Será que conseguirá virar cult?
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  1. Esse entendeu bem o filme, hein? Tá passando vergonha com esse texto, apaga que dá tempo.

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