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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: RISE: DARE TO DREAM
Author: Lilian Zin
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 “I'm part of a troupe, and I can't let them down.” – Simon Saunders Não sou a maior fã de musicais que existe, mas sou apaix...
 “I'm part of a troupe, and I can't let them down.” – Simon Saunders

Não sou a maior fã de musicais que existe, mas sou apaixonada por trilhas sonoras. Na época que comecei a assistir Glee, adorava aquele universo, mas logo depois cansei de toda aquela cantoria e todos os dramas. Jurava para mim mesma que jamais assistiria algo do tipo. Até conhecer Rise.

A primeira vista, a série tem uma vibe meio depressiva. Para quem é acostumado a assistir séries em que as cenas são coloridas, vibrantes, vai achar um pouco estranho, principalmente porque a maior parte das cenas é em um tom azulado, justamente para passar determinadas emoções para quem assiste. A forma como cada situação é abordada se aproxima muito do cotidiano, o que acaba fazendo com que seja impossível não se identificar com os problemas que os personagens enfrentam. 


É claro que, mesmo sem querer, todo mundo vai comparar com Glee. Tem o professor, que está infeliz e quer fazer algo para mudar a vida dos alunos; o jogador de futebol que tem uma voz incrível e que, para não repetir, entra para o grupo de teatro; a professora que, inicialmente, não vai nem um pouco com a cara do professor; os ensaios para um musical... Afinal, é uma fórmula que não tem praticamente muito para onde fugir. Mas a diferença entre Glee e Rise é justamente o fato de que a primeira é mais realista do que a segunda. Sim, eu sei que a maioria das pessoas procura séries ficcionais para se distanciarem da realidade, mas às vezes vale à pena.

Eu continuo achando um pouco difícil separar Josh Radnor do Ted Mosby, mas aqui ele é bem diferente do protagonista de How I Met Your Mother: ele é casado e tem três filhos, duas meninas que adoram Hamilton e um menino que, pelo que deu para ver no piloto, tem problemas recorrentes com bebida. A esposa dele o apoia, meio que com um pé atrás, quando ele decide cuidar do programa de teatro da escola. Mas essa dúvida vem pelo fato de que ela teme que ele coloque isso na frente da família. Espero que isso não aconteça.


Os demais personagens são carismáticos, alguns mais que outros, e com problemas que vão desde a mãe tendo um caso com metade da cidade até os pais, extremamente católicos, não aceitando que o filho interprete um personagem gay na peça. Uma boa palavra para descrever o grupo de adolescentes é justamente representatividade. E não é aquela forçada, feita só porque a sociedade pressiona os autores a colocarem personagens para que os outros se identifiquem e, automaticamente, conseguir uma renovação da série.

Enquanto Glee tinha em sua maioria personagens brancos, Rise apresenta um mapa diferente. Os dois adolescentes protagonistas da série são POC com diferentes histórias. Lilette (a Moana!), além de estudar, trabalha como garçonete junto com sua mãe, que tem um caso com metade da cidade, como já havia dito. Um de seus casos é justamente com o treinador do colégio, pai de Gwen, que sempre era a personagem principal em todas as encenações de Grease feitas pela escola. Robbie é o jogador de futebol que, como parte de um acordo para não reprovar na matéria de Mr. Mazzu, aceitar fazer um teste para o musical, porém acaba descobrindo que quer fazer aquilo, mesmo que o pai, o treinador e o diretor sejam contra. Simon vem de uma família católica e tem uma irmã com Síndrome de Down. De início ele se negava a interpretar um personagem gay, que é inclusive algo que sua família é contra, mas acho que, com o desenrolar da série, ele vai ficar mais acostumado com isso. Michael é um garoto transgênero com uma voz maravilhosa, que se junta ao coral pela indicação de Maashous, o responsável pela iluminação do teatro.

Não vou ficar fazendo uma biografia de cada personagem da série, porque iria acabar dando spoiler. A verdade é que a proposta é bem interessante, um grupo de adolescentes encenando Spring Awakening na frente da escola toda, e que merece receber uma chance.

“Why are we doing this? Are we doing this to entertain? Yes. Are we doing this because it gets you out of your phys ed elective? Absolutely. We're also doing this because we are artists. It is our job and duty to reflect the world we live in. Longing. We pick up each other's lines. We have each other's back. We are a troupe. A sacred troupe.” – Lou Mazzuchelli
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