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Title: A MULHER NA JANELA: UM SUSPENSE QUASE DIGNO DE HITCHCOCK
Author: Mylla Santos
Rating 5 of 5 Des:
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que ...


Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.


Confesso que logo ao ler a sinopse me lembrei do livro A Garota no Trem e imaginei que os livros seriam parecidíssimos, porém quebrei a cara. Os únicos pontos em comum entre as duas histórias é o hábito das protagonistas beberem muito, gostarem de observar a vida dos vizinhos e não serem narradoras confiáveis.
Já notei que, como eu, ela gosta de tomar um drinque durante a tarde. Será que gosta de beber pela manhã também? Como eu?
A protagonista do livro se chama Anna Fox, uma psicóloga que tem agorafobia, o que a impede de sair de casa, mistura medicamentos com vinho, vive sozinha em sua bela casa depois que seu marido a deixou e levou sua filha. Sua vida é monótona, gosta de jogar xadrez pela internet, faz aula de francês, assisti filmes antigos (tem uma coleção em casa) e presta assistência psicológica pela internet para pessoas com o mesmo problema que ela.
Como eu ia dizendo: janelas completamente nuas. De modo que o 212, rubro e despido, parece olhar direto para o lado de cá da rua, e eu fico olhando de volta."
Seu único contato com o mundo externo é através do seu psicólogo, sua fisioterapeuta, seu inquilino que faz reparos na casa quando necessário e claro através da espionagem que faz dos vizinhos pela janela. É através dela que Anna os conhece e acompanha suas vidas. Até que uma nova família chega e consegue despertar sua curiosidade e fascinação, sendo em torno deles que grande parte dos mistérios vão girar.
E de repente me vejo correndo escada abaixo; me vejo na escuridão do corredor, os pés descalços na cerâmica do piso, a mão na maçaneta. A raiva me aperta o pescoço; tudo parece girar à minha volta. Respiro uma vez, depois outra."
O livro conseguiu prender minha atenção pelo menos em alguns momentos, os mistérios me fizeram pensar e por algumas vezes consegui acertar, o que de certo modo me decepcionou, pois fez com que a história ficasse previsível. Anna não conseguiu despertar minha simpatia, não consegue aprender com seus erros e fazia muita coisa errada, ficava óbvio que não daria certo.

A história realmente remete a Hitchcock, principalmente nos momentos em que ficamos em dúvida se o fato aconteceu de verdade. Contudo deixa a desejar no final, o desenrolar do mistério foi bom e interessante, mas o final poderia ter sido melhor. É um livro que vale a leitura, mas sem grandes expectativas e com muitas indicações de filmes.



TÍTULO ORIGINAL: The Woman in the Window
AUTOR: A. J. Finn
PÁGINAS: 352
EDITORA: Arqueiro
LANÇAMENTO: 2018
ONDE COMPRAR: Amazon

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