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Jéssica Ohara Jéssica Ohara Author
Title: LER, LEMBRAR E OUVIR: O MAIO QUE VEIO PELO MAR.
Author: Jéssica Ohara
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Meus senhores,  meu querido maio veio com tudo. O fato de ser o mês das noivas não trouxe nenhuma calmaria ou suavidade, ele só nos le...



Meus senhores,  meu querido maio veio com tudo. O fato de ser o mês das noivas não trouxe nenhuma calmaria ou suavidade, ele só nos levou ao auge da tempestade que é 2018. As nossas resenhas oscilaram como um barco em águas remexidas, indo de um gênero a outro, sem meios termos, em arranques de nos virar de cabeça para baixo. A playlist que montamos tenta acompanhar todos esses saltos entre emoções. Aproveitem e se segurem, pois novos ventos aproximam-se para mudar a direção da vela outra vez.

Mylla começou com o seu queridinho que é o suspense, pegando um dos livros mais comentados do momento A Mulher na Janela. Ela não achou tão eletrizante assim, apesar disso, ele ainda proporcionou boas sacadas. Eu escolhi Happy-Mitsiki para representá-lo, a música vai criando lentamente uma expectativa, mas sempre dá um jeito de quebrá-las, mudando o jogo completamente. Já em O Mau Exemplo de Cameron Post, a Mylla se deparou com os conflitos de aceitar ser quem você é e conseguir o direito de suas decisões serem respeitadas, ficamos com três músicas para esse: Que estrago - Letrux, Preciso me Encontrar - na interpretação da Tereza Cristina e I Like That - Janelle Monae. O Clube dos Oito foi um pouco decepcionante comparado com os outros trabalhos do Handler, a premissa é bem interessante, só que o desenvolvimento não chega a altura. Fiquei com Smells like Teen Spirit - Patti Smith mais pelo o que podia ter sido. Vou fechando com os livros que a Mylla realmente aproveitou esse mês: primeiro,  A Parte Que Falta que, a propósito, está fazendo um sucesso louco no Brasil. A constante busca que o livro fala me remeteu a Tão Só - Zeca Baleiro e em segundo A Outra Sra. Parrish um thriller de verdade, daqueles que você fica com cara YUKÊ metade da história, escolhi "Kreutzer Sonata" 3 Mov - Leoš Janáček.

Se é investigação que vocês querem, então fiquem com Uma Mentira Perfeita , com uma escrita afiada e belos plot twists conquistou a Poly que escolheu Train Wreck-James Arthur dando o clima perfeito para leitura ou até mesmo para quando vocês estiverem tristes porque o livro acabou. A gente acha que vai se acalmar, depois de uma bomba de suspense, lendo um algo mais doce, ledo engano. Em Cartas Secretas Jamais Enviadas, a Poly se deparou com as confissões sobre a vida de vários estranhos que mexem fundo com qualquer pessoa que já passou pelo altos e baixos da existência. Fico com Palavras no Corpo-Gal Costa.

Parem tudo que esse momento é meu! Poucas vezes eu tive um mês com a literatura como maio, a minha vida pode estar um lixo, mas minhas leituras...só topzera. Comecei com Enterre seus Mortos, eu esperava levar um tiro, não foi no coração, mas ainda assim valeu a pena. Esse livro é cortante como o chá preto deve ser (um beijo Lemony) e também como a música Pra Que Me Chamas- Xênia França. Indo para o outro lado do mundo,  O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação é o melhor Murakami que já li, com suas belas frases e uma melancolia que vai invadindo o leitor tal como o Tsukuru. Não é de se estranhar que o autor tenha entrelaçado a história a música Le Mal du Pays-Liszt, mas eu queria acrescentar Ellipses-Andrew Bird pois me lembra as partes que ele ouve as histórias do passado do pai de Haida e, como sugestão de um amigo, Symphony No. 9/Andante comodo-Gustav Mahler. Os contos de O Sucesso sugerem momentos para se relembrar o passado ou aproveitar os instantes, nada mais justo do que Esotérico-Caetano Veloso e Gilberto Gil. Termino bem porquê termino com o meu mozão, A Máquina de Fazer Espanhóis merece algo lindo como Força Encantada ou Largou as Botas e Mergulhou no Céu - Cordel do Fogo Encantado.

Pela resenha do Os Portais da Casa do Mortos, percebe-se que o Leandro amou e ficou empolgadíssimo com essa saga que é cheia de mistérios, magias e reviravoltas para simular esse clima escolhi Assez vif: très rythmé - Maurice Ravel. Para finalizar, A Ayla também esteve afundada na fantasia em O Dueto Sombrio, dualogia cheia de metáforas e referências aos atuais comportamentos da sociedade e as batalhas que enfrentamos dentro de nós. Nada mais perfeito que Tonada de Luna Llena-Simón Diaz.

That's All Folks! Nós nos vemos novamente mês que vem! Vocês nos encontram aquiaqui e aqui. Não se esqueçam que a gente tem uma playlist no Spotify. Até a próxima!!

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