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Jéssica Ohara Jéssica Ohara Author
Title: 10 MOTIVOS PARA ASSISTIR: ATYPICAL
Author: Jéssica Ohara
Rating 5 of 5 Des:
Eu dei uma chance para Atypical como quem não quer nada, achando que era só mais uma série bobinha tapa-buraco do almoço. Ledo engano. ...


Eu dei uma chance para Atypical como quem não quer nada, achando que era só mais uma série bobinha tapa-buraco do almoço. Ledo engano. Hoje eu quero compartilhar com vocês 10 motivos para amar essa série:


1- Empatia
O autismo que Atypical mostra não é aquele tipicamente romantizado dentro das séries ou filmes, que fizeram com que todos nós acreditássemos que era uma situação no mínimo fofinha, além da genialidade. Não, a série nos mostra crises, confusõea, momentos que nós mesmos ficamos chateados com Sam e nos perguntarmos “Por que ele tem que fazer essas coisas, droga?” Essa questão surge com a imediata resposta “Ah, ele tem autismo”. A gente percebe que não é fácil, nem pra família e nem mesmo pra ele. Mas que também não é impossível.Ao longo dessas temporadas, o Sam se desenvolveu demais, ganhando uma autonomia incrível. A série não nos ensina a ter aquela empatia barata de “ah, coitadinho”, mas uma empatia que faz que realmente comecemos a entender o estado de uma pessoa no espectro e também que há, sim, possibilidades de sucesso.



2- É série teen
Quem não gosta de um draminha adolescente? Lidamos não só com a dificuldades de crescimento do Sam como da própria Casey, que, a propósito, teve um desenvolvimento incrível na segunda temporada. Tem escola, amigos, família, tudo que pode causar aquela confusão que a gente adora.



3 – É bem feita
Apesar de ter essa pegada adolescente, o roteiro é muito bem construído e todas as peças vão se encaixando. Não é um apelo dramático por si, não tem só sofrimento ou brigas fazendo aqueles dramalhões. Não há diminuição da capacidade do espectador, tudo é produzido de um jeito firme e com responsabilidade.

4- Quebrar tabus
Quem nunca lidou com pessoas dentro do espectro às vezes tem uma imagem muito mais frágil ou romantizada de como é o autismo e outras síndromes relacionadas. A série não se propõe a ser uma enciclopédia médica sobre o assunto, mas coloca os temas de forma leve e que a gente pega rápido. A partir daí, a gente entende a importância de certos tratamentos e profissionais. Nem todo caso de autismo vai ser como na série, mas esse pode ser um ponto para depois se aprofundar no assunto.

5- É bem engraçada
A série sabe usar bem a literalidade do Sam, mas que não fica vulgar ou infantilizado. Nós rimos da situação e não da pessoa. Sem contar que a Casey é maravilhosa nas sacadas.


6- Não gira tudo em torno do autismo
Mais um vez, a série não é sobre o autismo. A série é sobre o Sam e a família dele. A história tem vários plots que contagiam a gente, nos empolgando e prendendo.

7 – Dá pra fazer aquela maratona
Tem vinte episódios quentinhos ali pra gente ver, só sentar e aproveitar. Além de que eles são bem curtos, um almocinho e já viu um.

8 – Identificação
Atypical fala muito sobre encontrar o seu lugar no mundo tanto se adaptando a ele como também tendo os seus direito e diferenças respeitados. Não só com o Sam, mas com todos em volta dele. A gente consegue se identificar, lutando para respirar nesse mundo louco.

9 – Sonhar dentro da realidade
Na série, um dos objetivos da terapia e outros rituais do Sam é que ele ganhe mais autonomia, não para que ele seja igual aos outros na sua totalidade, mas que ele tenha as mesmas oportunidades. Não é pra mudar quem o Sam é, o que seria impossível, mas que ele se desenvolva dentro dos seus parâmetros que são, nem piores ou melhores, mas diferentes dos outros.

10 – Mensagens reais
O mais importante da série é passar mensagens reais, de sentimentos possíveis, com pessoas falhas e que nem sempre vão conseguir corresponder as nossas expectativas. As mágoas e desentendimentos não somem de um capítulo para o outro, elas são trabalhadas e enfrentadas, quando possíveis.


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