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Lilian Zin Lilian Zin Author
Title: [REVIEW] BULL - S03E03: EXCESSIVE FORCE
Author: Lilian Zin
Rating 5 of 5 Des:
  “No big deal. It's just, your totally innocent officer decided to act on the stand like she was totally guilty.” – Doctor Jason Bul...
 “No big deal. It's just, your totally innocent officer decided to act on the stand like she was totally guilty.” – Doctor Jason Bull

Olha, esse episódio foi realmente bem interessante, especialmente por ver JB tomar o lado da polícia ao invés da vítima. Mas, como Bull tem aquela coisinha de tentar surpreender a gente com um imenso plot twist vindo do nada, eu comecei a duvidar de tudo que estava sendo mostrado ali.

Eu realmente percebi que ele não estava brigando pela arma. Quando a advogada mostrou a filmagem da body cam, eu vi que ele estava segurando a arma mais do que lutando para não levar um tiro. Todo o esquema de encenar o tiroteio para conseguir os 25 milhões de dólares do processo foi, literalmente, um tiro no pé. Por mais que os dois tivessem pensado que tinham armado o plano perfeito, mas é claro que eles iam descobrir tudo. Eu até cheguei a desconfiar um pouquinho do Comissário, mas entendo o lado dele, principalmente quando todos os ataques à polícia estavam sendo feitos de forma equivocada.


E aí eu fiquei me perguntando: será que os roteiristas fizeram certo? Digo porque o problema de jovens negros desarmados sendo mortos por policiais dos EUA é uma das coisas que mais saem nas notícias hoje em dia. Simplesmente pegar um tema extremamente delicado desse e colocar como se fosse um acordo entre vítima e policial pode ter uma resposta consideravelmente negativa. Mas que foi um ótimo exemplo que como ter um plot twist com timing perfeito, isso é inegável.

Outra coisa que foi maravilhosa de ver foi Chunk. Eu defendo Palmer desde o primeiro episódio e como ele merece mais destaque e até o mundo, e nesse episódio não foi diferente. Ele contando para a filha que, aos 14 anos, seu pai havia lhe explicado sobre como se comportar na presença da polícia enquanto outras crianças brancas nessa idade não precisariam ouvir aquilo foi bem forte. E a cena dele interrogando a policial, sempre voltando o interrogatório para a questão racial me mostra que ele sim vai ser um excelente advogado. O Benny que não abra o olho para ele ver.


Danny também foi de extrema importância ficando indignada com toda a questão racial e com JB ter aceitado defender a cidade de New York. Eu só queria que ela tivesse se excedido um pouquinho e jogado na cara de Bull a insatisfação por ele ter pego esse caso. Na verdade, isso é uma coisa que eu sinto falta em todos eles.

Benny foi bem menos pitbull que em outros episódios, mas acho que, por se tratar de uma situação mais delicada, toda essa ferocidade dele não seria tão bem vista assim nesse caso. Se a Marissa apareceu em 5 minutos nesse episódio, foi muito. Simples assim. É claro que o foco do episódio era o caso, mas não teve nada relacionado à análise do júri, o que acaba fugindo um pouco do propósito da série.

P.S.: Eu sei que, em teoria, foi bem recente, mas espero que eles contratem alguém para preencher a vaga de Cable. Querendo ou não, uma expert em computação, para não dizer hacker, faz MUITA falta em um caso como esse.

“I ever tell you what my dad gave me for my 14th birthday? He gave me "The Talk". Sat me down and told me all about how I should act around the police. "Don't attract attention. Don't make them mad. Do whatever they say the second they say do it". And it all made me so angry. I was embarrassed that he was telling me those things. I was embarrassed that he believed those things. And I was enraged that he accepted those things. But deep down, I knew what he was trying to do. He was trying to tell me the truth. And I knew my white friends weren't having that talk. Not on their 14th birthday. Not on their 40th birthday. For the justice system to really work, it has to be colorblind. Look, I don't know what really happened that night. Who's right. Who's wrong. But me being a part of it, me being involved in the fact-finding process? Well, I have to believe that somewhere, my dad is smiling.” – Chunk Palmer
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