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Title: DIRETO DA FONTE: THE WITCHER E O "O ÚLTIMO DESEJO"
Author: Leandro Cruz
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"Toss a coin to your Witcher..." Pronto, agora que essa música foi inserida em sua cabeça pelas próximas horas, vamos res...

"Toss a coin to your Witcher..."

Pronto, agora que essa música foi inserida em sua cabeça pelas próximas horas, vamos resgatar um pouco da ligação da série da Netflix com seus livros?

Esse é um quadro antigo do DDS, que estou tentando trazer de volta, caso queira ler os antigos, clique aqui


The Witcher nasceu nos anos 1990 com os livros de Andrzej Sapkowski. Até o momento são 8 livros lançados, 5 da trama "principal", dois prelúdios e um spin-off. A saga conta a história do Bruxo Geralt de Rívia, como seu protagonista, mas passando pela trama de seu mundo e seus conflitos.

Apesar de fazer sucesso na Polônia, os livros só se tornariam famosos no mundo com a série de jogos, principalmente a partir de 2015 com The Witcher 3. Os games adaptam o Universo criado por Sapkowski, mas apresentando tramas próprias.

A série da Netflix tenta uma união dos dois mundos: com a base literária, temos o roteiro, já com os jogos, chega o visual. Absorvendo o que de melhor existe, a produção televisiva tem uma identidade própria, mas que deixa claro que coexiste com as outras mídias.

A primeira temporada adapta o 1º prelúdio, "O Último Desejo", quase que integralmente, enquanto se aproveita de algumas ideias de "O Sangue dos Elfos". E é a relação da série com o 1º livro que irei trazer aqui. 

O Último Desejo x A Série

A principal diferença escolhida pela série, que acaba se mostrando muito acertada, é a divisão de protagonismo.  Em O Último Desejo, assim como se torna comum durante a trama dos livros, acompanhamos basicamente Geralt

Por exemplo, no livro, o momento que somos apresentados à Yenniffer, acontecimento bem adaptado na série, é de fato a primeira vez que sabemos da existência dela, tornando tudo muito mais impactante. Enquanto na produção da Netflix existe toda uma preparação para esse encontro que, ao mesmo tempo que ajuda, tira um pouco do peso de surpresa. Afinal, sabemos que dois protagonistas estão se encontrando.

O livro e a série compartilham o apreço pela "bagunça" temporal, mas de formas diferentes. Enquanto na série isso é feito com uma ideia clara de enganar e desafiar os espectadores, no livro sabemos claramente quando é um momento do passado ou do presente, devido a maneira que a narrativa se desenvolve, em geral intercalando um capítulo com o presente e outro com o passado.

Um ponto que acredito que a série se saí melhor é no uso de Jaskier. Claro, temos nossa adorável música chiclete (já esqueceu? então pra você: "O' Valley of Plenty..."), mas como eu tive a experiência de ver a série enquanto lia o livro, sentia falta durante a leitura de algumas músicas escritas, como por exemplo Tolkien faz de maneira magistral em seus livros. Não estraga a leitura, mas é diferente após ver a série.

Claro que visualmente a série sai favorecida ao apresentar as cenas de luta e seus monstros, mas Sapkowski sabe narrar muito bem suas batalhas. A vantagem do livro é estarmos dentro da mente de Geralt, não dependendo aqui única e exclusivamente da atuação de Superman Henry Cavill.


São mídias diferentes, mas que sabem se valer desse rico mundo criado por seu autor. Aproveitemos e seguiremos na expectativa das novas temporadas. E com elas, novas comparações com os livros! E não esqueça:

"Toss a coin to your Witcher, a friend of humanity"
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